quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Marróia Ispia

Os cearenses estão por todos os cantos, mas o que pouca gente sabe é que isso faz parte de um plano subversivo. Uma bem arquitetada jogada que visa plantar gente nossa em pontos estratégicos com um intuito único: dominar o mundo.

Eu por exemplo, já morei em 6 cidades diferentes entre selva, sertão, litoral e serra. Além disso, conheci mais da metade do Brasil, dei início as minhas expedições internacionais, e em meio a tudo isso fiz aliados de confiança por onde passei, afinal somos carismáticos, de humor acima do normal, grande hospitalidade, prestativos e de fácil empatia, o que facilita a disseminação de nossos ideais e filosofia.

Mas depois de tudo isso você ainda vai dizer que acreditou mesmo na historinha de retirantes da seca, êxodo rural e nunca estranhou o fato de todo canto do mundo ter um cearense?

Só em São Paulo, desde que vim morar aqui, conheci mais de 20 cearenses que deixaram seu paraíso tropical de verdes mares, vento uivantes e sol o ano inteiro, para desembarcar de mala, cuia, farinha e rapadura na terra da garoa. Temos até consulado em sampa.

E esse número seria ainda maior se contássemos quantos outros vieram, supostamente, a passeio, mas na verdade estavam espionando a área para mandar a próxima leva, pois cearense nunca anda sozinho, já repararam? Sempre estão em grupos, ou na nossa lingua: de ruma, que não são, necessariamente, só de cearenses, mas de pessoas leais como a gente.

É... duvido muito que esse plano possa falhar, pois mesmo com toda a saudade de casa, dos amigos que ainda não vieram, da minha cachorra e da praia de águas quentes e areia grossa, temos dentro da gente uma força inexplicável, que nos impulsiona a correr atrás dos nossos objetivos com muita fé e perseverança na busca incessante de alcançar o tão almejado sonho de independência. Mas se caso contrário não conseguirmos conquistar o mundo, pelo menos valeu a pena conhecê-lo dando muita risada e comendo muita farinha

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